sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lançamento do filme O Grande Tambor

Dia 12, 20h, em Pelotas, no Teatro Guarany.
Dia 13, 20h, em Porto Alegre, no Cinebancários.
Dia 15, em Canela.
Dia 16, 21h, em Porto Alegre, no Odomodê.

Sinopse:
O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança - realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XXVIII e XIX. Mas, a partir na década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba do estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que hoje é patrimônio brasileiro.

Assista ao trailler:


Esta é uma produção do Coletivo Catarse, com apoio do IPHAN - Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Agenda de dezembro

Curso de Perícia Social para os assistentes sociais do Ministério Público Federal e Territórios, de 9 a 14 de dezembro de 2010. E dia 20 e 22, Perícia Social para a Justiça Federal previdenciária em Santo Antonio da Patrulha e Butiá, no RS.

Novos cursos, assessorias e consultorias, só em 2011.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Favela Hollywoodizada

- via aNImOt

Não, eu não gostei do Tropa de Elite 2. Nem poderia gostar. Em toda sua pretensão de nos iluminar sobre a conjuntura atual do Rio, o filme não passa de um pastiche de filme hollywoodiano, obedecendo, inclusive, às suas premissas mais elementares: (I) O elogio permanente à violência, demonstrada como forma máxima da expressão humana; (II) A castração das personagens, assexuadas até quando se insinuam (aqui, nem isso), reles autômatos sem libido; (III) A invisibilização da questão social, o Trabalho inexiste, tampouco qualquer menção à sua exploração. Está tudo lá, a violência é o ápice da expressão, quem domina a técnica para empregá-la mais e melhor é justamente para quem os holofotes se voltam, não existe troca de libido - ou possibilidade de -, tampouco - e principalmente - não existe questão social: Onde é que estão os fundamentos econômicos de tudo aquilo? A favela é demonstrada como um amontoado de pequenos empreendedores explorados pelos aneis burocráticos do Estado - pior do isso, a favela é narrada como se sempre estivesse ali o que, por tabela, sempre estará. Sem embargo, uma naturalização imperdoável.


ps: os grifos são nossos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Semana da Consciência Negra

O Coletivo Catarse realizou reportagem que foi ao ar na terça-feira na TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Tratando em depoimentos da criação da identidade negra no Brasil, expõe um pouco do questionamento de um povo que sofreu humilhações desde a sua chegada no país e que, com muita forçca, consegue passar adiante o orgulho de ser negro.



Alguns desses depoimentos são parte do filme O Grande Tambor, que o Coletivo Catarse está produzindo e que será lançado em dezembro. A montagem da matéria é de Jefferson Pinheiro e Sérgio Valentim.

Agenda Graturck até o final de novembro

Iniciamos o mês com o curso de Perícia Social realizado na GRATURCK, no período de 08 a 12.11.2010, e, em continuidade, temos no dia 19 participação na capacitação organizada pelo CEDEDICA (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) de Santa Maria, no Módulo I: Questões acerca da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, para profissionais da Rede. Dia 22, continuidade da assessoria na consolidação da Rede Interna junto ao projeto Técnico-Social na área de saneamento básico em Maceió, Alagoas. E, no dia 25, participação no Encontro de Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Maranhão, com a oficina Produção de Documentos Periciais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

É NO COTIDIANO QUE A PROFISSÃO ACONTECE!

Outubro foi intenso. Do interior do Rio Grande do Sul ao nordeste do país, mais precisamente em Maceió, retornando a Santa Rosa/RS. O trabalho desenvolvido, a maior parte, foi com os assistentes sociais. Primeiro, em Erechim, onde concluímos o último módulo do curso de Processo de Trabalho, em que fiquei responsável pelos seus elementos constitutivos. No segundo, a materialização da Questão Social a partir da prática. E, no último módulo, trabalhamos os elementos constitutivos da Perícia Social e a Documentação. O encontro foi intenso, onde, juntos, emergimos no núcleo duro da profissão.

Nesses três encontros em Erechim/RS (14.10.2010), em que aprofundamos o núcleo duro da profissão, centramos a reflexão na materialização da teoria na prática cotidiana dos assistentes sociais. E foi nesse pequeno universo que o Método Dialético Materialista se viabilizou pelas suas categorias teóricas como a contradição, totalidade e historicidade. E no desenrolar dos Módulos, todas nós fomos nos apropriando de nossas próprias fragilidades na operacionalização da teoria na prática e nos dando conta de como esta não apropriação fragiliza o Projeto Ético-Político profissional, logo, ficamos à deriva em relação a nossa identidade profissional nos espaços sócio-ocupacionais onde, como trabalhadores, devemos operacionalizar nossa profissão.





Depois, fui direto para Três Passos (15, 16 e 17.10.2010), onde trabalhamos intensamente a Questão Social e sua aplicabilidade na prática miúda dos assistentes sociais, cujo produto levou a apropriação da identidade profissional nos espaços sócio-ocupacionais e a especificidade da profissão materializada na prática dos assistentes sociais.







Após, rumei para Maceió (19.10.2010), para consolidar a Rede Interna junto ao Projeto Técnico Social na área de saneamento básico. Retornei e fui para Santa Rosa (21, 22 e 23.10.2010), novamente, para concluir o curso de 40 horas de Instrumentais Técnicos-Operativos com ênfase na entrevista reflexiva ou dialética. Cada um dos encontros em que partilhamos conhecimentos e transmitimos experiências foi ampliando possibilidades e qualificando nossa prática.





No retorno dessa maratona, a execução da Perícia Social (25.10.2010), já anteriormente agendada, na área de Previdência Social, como perita nomeada da Justiça Federal. E nessa caminhada fomos nos dando conta de como são imensas as possibilidades de trabalho como assistente social, desde que nos apropriemos do núcleo duro da profissão, porque a Questão Social como objeto genérico da profissão nos indica que a resistência é o espaço que nos cabe ocupar na defesa intransigente de direitos e na luta por uma sociedade justa e igualitária.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

À disposição o livro Serviço Social Jurídico

Chegou na Graturck novo lote da publicação. Os interessados em adquirir sigam as instruções constantes na barra lateral deste site, ou solicitem orientações pelo e-mail comercial@graturck.com.br.

Serviço Social Jurídico: Perícia Social no Contexto da Infânca e da Juventude

R$ 30,00 (despesas de envio inclusas para todo o território nacional - VEJA INSTRUÇÕES ABAIXO)

Manual de Procedimentos Técnicos. Publicado pela editora Livro Pleno de Campinas/SP no ano de 2000.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Agenda Graturck

Hoje, ocorreu em Erechim a Oficina de Perícia Social e Documentação em Serviço Social como espaços de interlocução e garantia de direitos.

Em Três Passos, nos dias 15, 16 e 17 de outubro, correspondendo a 20 horas/aula, acontece o Curso de Questão Social: da experiência vivida no cotidiano profissional à teoria.

E no dia 19 de outubro, em Maceió, há a assessoria à Rede Interna a partir do trabalho Técnico-Social para o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) – Serviços Urbanos de Água e Esgotamento Sanitário da Região Baixa de Maceió/Orla Lagunar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO DIALÉTICO MATERIALISTA NA APROPRIAÇÃO DO COTIDIANO PROFISSIONAL

Quando os assistentes sociais se apropriam dos fundamentos do Serviço Social, consequentemente do Método, sua argumentação frente a qualquer refração da Questão Social se torna diferente, cria nos espaços de debates e embates profissionais uma qualificação não encontrada em qualquer outra profissão.

Mas por que diferente? O Método não está disponível para qualquer categoria profissional?

Com certeza. Mas a diferença se encontra exatamente no cotidiano miúdo, espaço da intervenção profissional e do objeto profissional que nos aponta que a Questão Social é o nosso objeto, que chega para cada profissional através de suas expressões, mas que o objeto vai se constituir pela apropriação da resistência, ou seja, da contradição. Logo, a desigualdade social indica a violação de direitos que está por toda parte numa sociedade capitalista de cunho periférico. E trabalhar na ótica dos direitos é levantar o véu da alienação que vende a culpabilização dos sujeitos e de suas famílias no encobrimento das tramas de uma classe dominante que, ao sustentar a estrutura de um estado que se funda na exploração, dá guarida à violação de direitos.

Olhar para a situação de uma mulher que chega pela dor, por ver um filho usuário de crack imobilizado pela dependência, com sua vida ameaçada, sua adolescência jogada na lata do lixo social e trabalhar só na perspectiva deste pequeno mundo é dar guarida e sustentação ao terceiro poder que já se instituiu no Estado brasileiro. Este terceiro poder vem se constituindo pelo narcotráfico, que usa os sujeitos como mercadoria ao tirar deles, pela dependência química, a autonomia, pela própria impossibilidade de exercerem o poder decisório sobre suas próprias vidas. Essa terceira via tem poder de negociação e de corrupção, porque centraliza em sua mão a mola mestra da sociedade capitalista - o lucro - e dá sustentação ao sistema financeiro nacional e internacional.

O narcotráfico tem aliados importantes e poderosos através de uma cultura predatória que todos os dias os meios de comunicação nos esfregam na cara: consumir é o melhor. Só posso ser feliz se puder ter o carro do ano. Só compro tênis de marca. Só quero comer Mac Donald's, mesmo que não tenha sabor. Cerveja e cigarro são sinônimos de felicidade, de alívio e de bem viver. Conseguem vender que esporte combina com bebida alcoólica, que mesmo um ex-craque de futebol, Ronaldo, ex-Fenômeno, a triste figura, é um exemplo de esportista. Como lutar contra o crack ou outras drogas, lícitas ou ilícitas, numa sociedade hedonista onde só se é feliz ao se consumir?

Logo, trabalhar sobre a ótica dos direitos é trazer para o cotidiano a compreensão de que este sujeito materializa estas relações em seu contexto afetivo e que cada sujeito se constitui como unidade dialética. E é nessa unidade que as relações sociais materializadas pela sociabilidade reificada moldam e transformam a identidade social de cada um de nós.

Esta é a perspectiva que nós, assistentes sociais, trazemos para o cotidiano profissional para trabalharmos na ótica dos direitos. Não perdemos de vista o sujeito, mas não deixamos de vê-lo através da historicidade e da totalidade e na apropriação da contradição, planejamos intervenções que darão visibilidade ao invisível!

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Rumo à Santa Rosa-RS

Inicia amanhã o curso de Instrumentais Técnicos-Operativos com ênfase na Entrevista Dialética (40 horas), em Santa Rosa, região norte do Rio Grande do Sul, no NUCRESS da região.

domingo, 12 de setembro de 2010

OS CAMINHOS POR ONDE ANDEI NO INÍCIO DE AGOSTO DE 2010 ATÉ AGORA!

Iniciei agosto tirando umas pequenas férias (10 a 23/08) para energizar este segundo semestre. Fui para o leste europeu conhecer um pouco este lado do velho continente, que, por muitos anos, ficou sob o domínio do da cortina de ferro da antiga União Soviética. E foi neste "cantão" do mundo que pude vislumbrar retoques da passagem em algumas sociedades do comunismo para o capitalismo. Foi interessante observar como o fetiche da mercadoria seduz a subjetividade dos sujeitos. Ao mesmo tempo em que olhos atentos começam a perceber a desigualdade tomando conta dos espaços, através dos excluídos na busca de sua sobrevivência cotidiana. Brilha o mercado, vendendo tudo o que for possível, para os turistas ávidos em comprar, esquecendo a história, esquecendo que pelas ruas que fomos andando o andar da "civilização" foi acontecendo. Nas Igrejas, o ouro retirado pelos exploradores, na divisão da Europa pós-guerra, a imposição de um regime sem a participação de sua população. Vencedores e vencidos, o que os diferenciam a não ser a busca incessante do poder, o desrespeito pelas diferenças, o lucro a qualquer preço?

Muro de Berlin

O que ficou foi a certeza de que é necessário encontrar caminhos em que a garantia de direitos deve ser preservada para todos, o respeito às diferenças e o controle à ganância dos sujeitos e dos povos. Mais ainda, então, surgia a certeza da maravilha que é este país, o Brasil, com sua diversidade cultural, com suas matas, serras, coxilhas, seu manancial de alimentos, seu sol, suas praias, mas observando que é preciso urgentemente se criarem condições de espraiar a educação e a cultura para superar a imposição predatória de uma elite que consolida a desigualdade social.

Com a materialização da Questão Social no leste europeu na cabeça, cheguei rápido e fui para Santa Maria (27 e 28/08) para uma oficina de 16 horas sobre instrumentais técnicos-operativos com assistentes sociais articulados ao NUCRESS da região. Foi um encontro maravilhoso, pois pudemos discutir a profissão à luz dos fundamentos do Serviço Social, a partir do Método Dialético Materialista, e, mais uma vez, constatar a importância do aprofundamento do conhecimento, de superar o conhecimento superficial, a necessidade de qualificar a profissão para materializar o nosso Projeto Ético-Político profissional na garantia de direitos. E como é bom compartilhar conhecimentos com grupos comprometidos como este de Santa Maria.



Seguindo a caminhada, embarquei para Teixeira de Freitas (30/08 a 02/09), localizada no extremo sul da Bahia, para trabalhar com os participantes do Fórum para o Fortalecimento da Rede Intersetorial do município. O foco do trabalho que desenvolvemos foi a Rede Interna, já que a experiência profissional sempre aponta para a dificuldade desta formação para se articular processos de trabalho que garantam a articulação de políticas públicas na garantia de direitos. Foi uma experiência ímpar, no conhecimento de uma região que desconhecia, na convivência com profissionais comprometidos e com a certeza de que é possível construir Redes Internas quando se tem um objetivo comum.





Retornando da Bahia, fui a Ijuí, interior do Rio Grande do Sul, para participar como palestrante da I Jornada de Saúde Mental do Hospital Bom Pastor (09 a 10/09), com o tema "Família como Espaço de Manutenção ou de Superação da Dependência Química". A fala se centrou exatamente no espaço da família como um local de contradição, onde as vias da desigualdade e da resistência se materializam e expressam a sociedade que esta aí, logo, as famílias não estão imunes ao que acontece na sociedade capitalista que busca constantemente transformar o sujeiro de direito em mero consumidor.

Ufa!

Assistente Social Maria da Graça Türck

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cultura para mudar o mundo

Do Coletivo Catarse.

O Encontro da Diversidade - A Independência da Cultura reune cerca de 1500 pessoas para celebrar a mistura cultural do país com representantes de diversos segmentos culturais - índios, quilombolas, ciganos, representantes de religiões de matriz africana, LGBT, mestres de folguedos, imigrantes, pessoas com deficiência, trabalhadores urbanos e rurais, jovens e crianças.

Promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, o encontro também promoverá a 1ª Reunião Técnica do Mercosul sobre a Diversidade Cultural.

Veja o vídeo produzido pelo Coletivo Catarse na abertura do encontro:

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Questão Social: brigada militar persegue quilombolas em área federal de Porto Alegre

Apavorado com os homens armados dentro do quilombo, sua área de moradia, uma criança pede ao pai que chame a polícia para defendê-los. O pai, então, responde que estes homens em sua casa são...a polícia.

Veja a reportagem da Catarse:



Confira o material completo clicando aqui.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

1 ano que representa séculos de lutas sociais

Dia 21 de agosto completou um ano do assassinato de Elton Brum pelas costas por um membro da Polícia Militar do Rio Grande do Sul. 1 ano de mais uma tragédia, de um recado para demonstrar que quem manda no país não está interessado em justiça social. Por isso publicamos esta foto, forte, impactante, para não nos esquecermos jamais.

Foto: Leonardo Melgarejo

Ordem judicial capaz de matar não ressuscita
Por Jacques Tavora Alfonsin
Procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado


No dia 21 deste mês de agosto vai se completar um ano do assassinato praticado contra o agricultor Elton Brum da Silva, como conseqüência de uma ordem judicial determinada em ação movida contra agricultores sem-terra, como ele, no município de São Gabriel.

A agilidade que o Poder Judiciário mostrou para defender o direito de propriedade, no processo que assassinou Elton, é geometricamente desproporcional aos males que esse direito causa, mesmo quando descumpre a sua função social.

Para se ter uma idéia desse fato, é suficiente uma busca de internet no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, comarca de São Gabriel, para se constatar que nem data de audiência para coleta de possíveis provas foi designada, no processo 20900023900, que apura a responsabilidade criminal do policial militar que matou o Elton.

Enquanto a ordem letal teve execução imediata, o processo crime segue a passo de gente que caminha a pé e cansada de promessas legais traídas, bem como ele caminhava... Elton engrossa a lista macabra de gaúchos mortos em defesa de sua dignidade e cidadania, direito de acesso à terra, reforma agrária, ora pelos efeitos das ordens judiciais, ora pela repressão violenta dos seus protestos coletivos.

Ah, não vai faltar quem diga: “Tudo certo, mas onde se lembra aí o soldado da BM, Valdeci de Abreu Lopes, que morreu na esquina democrática de Porto Alegre, num outro agosto, esse de 1990, durante um protesto dos sem-terra”? – Com a dor que se lamenta a morte do Elton e de tantos outros que não vivem mais, tem de se chorar a desse brigadiano, mas sem se esquecer, sob pena de cumplicidade com a versão tendenciosa que a mídia produziu na época, duas diferenças notáveis, pelo menos.

A primeira, a de que o assassino do Elton, além de somente ter sido identificado pela sua corporação mais de mês depois do assassinato, está gozando de plena liberdade, não havendo chance de se saber nem quando será julgado, enquanto os sem-terra denunciados criminalmente pela morte de Valdeci foram presos em seguida e aguardaram, nessa condição de confinamento, mais de ano antes do júri que os condenou. a segunda, de que o tiro que matou o Elton foi dado pelas costas, sem possibilidade alguma de defesa da vítima, enquanto o instrumento que matou o brigadiano deu-se em reação imediata ao tiro que ferira no abdome uma agricultora sem-terra que participava do protesto.(...)

- continue lendo no site da Catarse, clique aqui

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EU ESTAVA LÁ!!!

XIII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais – 31 de julho a 05 de agosto de 2010.


Retorno de Brasília com a alma em festa pela conquista da categoria das 30 horas para todos os assistentes sociais brasileiros. Foi uma luta árdua, travada durante um ano, de articulações políticas nos bastidores da política brasileira, no coletivo da categoria, na ocupação dos espaços de resistência em todos os espaços de decisões. Na passeata que o conjunto CFESS/CRESS de todo o Brasil organizou, pudemos sentir pulsar a necessidade de consolidar um coletivo a partir de um objetivo comum, independente das divergências ideopolíticas.

Foi intenso participar no local do Senado fazendo pulsar a nossa força e influenciando os Senadores!

Eta profissão maravilhosa! Somos duras em nossas críticas, muitas vezes inconsistentes, mas todos nós continuamos na luta construindo o Serviço Social!!!
Em relação ao XIII CBAS, mais especificamente, a nosso ver, é necessário criar novas estratégias para a discussão do fazer profissional.

E como estou sempre presente nestes grandes eventos da categoria, apresentando trabalhos ou só na participação, ouso sugerir algumas alterações. No meu ponto de vista, é necessário mesclar nas conferências, nas plenárias simultâneas e nas mesas redondas, assistentes sociais da academia e também, os que estão na linha de frente, na prática. Porque ficar só com a academia nestas mesas, impossibilita um diálogo articulado com a prática miúda dos assistentes sociais.

Logo, é necessário possibilitar um diálogo mais real, sem deixar de trazer os Fundamentos do Serviço Social para a realidade cotidiana com uma fala mais próxima do assistente social pé no chão. Porque, como já dizia Mao Tse Tung (1999), “o conhecimento começa pela prática; e, uma vez adquirido o conhecimento teórico através da prática, é preciso levá-lo de novo à prática”.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Turck

sexta-feira, 30 de julho de 2010

História das mães que perderam seus meninos



Entre 1976 e 1983, durante o sangrento regime militar que se instalou na Argentina, cerca de nove mil pessoas desapareceram. Segundo organismos de direitos humanos, este número sobe a mais de 30 mil. Ao sequestro dos opositores, seguia-se o assassinato. Aviões partiam lotados de presos, que eram atirados ao Rio da Prata. Sem notícias de seus filhos, mães desesperadas percorriam delegacias, igrejas e prisões a procura de um simples sinal de vida. A partir de abril de 1977, todas as quintas-feiras às 15h30, as mães de alguns destes desaparecidos começaram a se reunir na Plaza de Mayo em frente à Casa Rosada, sede do governo.



A Praça foi escolhida como ponto de encontro porque, segundo a líder Hebe de Bonafini: “Lá todas as mães eram iguais, todas haviam percorrido os mesmos caminhos na mesma busca, não havia nenhuma diferença e nenhum tipo de distanciamento”. Começava ali um movimento de protesto e solidariedade unindo estas mães que perderam seus meninos. A intenção era sensibilizar o então presidente Jorge Videla, para que ele interviesse no processo e lhes fornecesse notícias dos filhos. Exigiam, ao mesmo tempo, punição para os assassinos.

“Os filhos mortos pariram as mães”

No início eram 14 mães, mas o grupo se expandiu, chegando a contar com milhares de participantes. Seguindo uma tradição, as mães argentinas guardam algumas fraldas de seus filhos como lembrança. As Mães da Plaza de Mayo passaram a usá-las, então, como marca registrada.



Cada mãe portava um pano branco na cabeça com o nome de seu filho desaparecido. As mães passaram a ser chamadas “loucas da Plaza de Mayo” Muitas mulheres adoeceram e morreram, foram repudiadas, perseguidas, abandonadas por seus maridos. Em dezembro de 1977, Azucena Villaflor De Vicenti, a primeira líder das mães, foi seqüestrada e assassinada pelos organismos repressivos da ditadura militar. Durante a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina, a imprensa internacional que cobria o evento tomou conhecimento da existência da ação das Mães, que a ditadura tentava abafar por todos os meios. Houve o recrudescimento da repressão e num gesto de coragem e revide, as mães criaram oficialmente sua Associação em 22/8/1979.

Novamente o futebol foi usado como anestesia geral: a Argentina sediou o Mondialito de 1980, articulação da ditadura para desviar atenção do problema. Incansáveis, as Mães voltaram à Praça e criaram seu primeiro boletim. Nesse momento a opinião pública internacional já estava conscietizada do drama dos desaparecidos. Perante a omissão do governo argentino um grupo de apoio foi criado na Holanda. Este grupo custeou as despesas de instalação do primeiro escritório da Associação. Em 1981 freiras acompanharam as mães num primeiro jejum coletivo de protesto. A Guerra das Malvinas, em 1982, foi outro momento importante de ação. As Mães se declararam solidárias com as mães dos soldados argentinos.

Surgiram o primeiro jornal, as equipes de assistência psicológica e jurídica. “Enquanto houver um só assassino pelas ruas, nossos filhos viverão para condená-lo por nossas bocas.” Hebe de Bonafini.



1985 ficou marcado como o ano da “Marcha das Mãos Dadas”. O movimento foi encampado pela opinião pública no exterior. Depois, milhares de mãos argentinas se uniram na Avenida de Mayo e na Praça, pressionando o governo a dar uma solução final ao drama. Uma segunda manifestação comovente, a “Marcha dos Panos Brancos” ajudou a apressar o que foi chamado de “Ponto Final”: nos primeiros meses do Governo Alfonsin começaram a chegar telegramas, dizendo em que cemitérios estavam enterrados os jovens desaparecidos. Algumas receberam restos humanos como se fossem de seus filhos. As mães se recusaram a aceitar tortura moral das exumações sem que os assassinos tivessem sido punidos. O governo ofereceu ressarcimento econômico e homenagens póstumas. As mães recusaram o dinheiro e as honras, mas continuaram a luta.



Acesse o site da Associação das Mães da Plaza de mayo
http://www.madres.org/

Texto: Thereza Pires
Fotos: Têmis Nicolaidis e Gustavo Türck da Catarse - Buenos Aires, janeiro de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Famílias do Jardim


Dia 10 de julho aconteceu no Ponto de Cultura Ventre Livre (conheça o espaço: http://pontodeculturaventrelivre.blogspot.com/) a exposição de retratos fotográficos que encerrou o projeto Famílias do Jardim – Prêmio Interações Estéticas Residências artísticas em Pontos de Cultura 2009.

Entre dezembro de 2009 e maio de 2010, a equipe do projeto, composta pela artista proponente a fotógrafa Fernanda Rechenberg, Paula Biazus e o Coletivo Catarse, transformou o Ventre Livre num estúdio fotográfico aberto à comunidade da Vila Jardim e visitou diversos lares da Vila, registrando através de retratos familiares, essa comunidade da zona leste de Porto Alegre.

A Vila Jardim

O Bairro Vila Jardim localiza-se na zona norte de Porto Alegre e tem uma população estimada em 6.000 habitantes. A Vila Jardim é circundada por bairros de classe alta, denominado Chácara das Pedras, Jardim Europa e o Shopping Iguatemi. As mudanças no bairro acentuaram-se nas últimas décadas transformando-o em um território muito heterogêneo e singular. Em função das suas características geográficas, a maior parte da Vila Jardim está localizada em um nível mais elevado com relação ao restante da cidade, possibilitando imagens belas aos que frequentam suas ruas.

Conforme o ângulo que se olha, o horizonte da cidade se mistura com casebres, barracos, becos e mansões de alta classe, que retratam a desigualdade social inerente dos grandes centros urbanos. (do projeto original Famílias do Jardim)
Todo o material produzido – retratos de mais de 70 pessoas em estúdio, retratos de 10famílias e muitas horas em vídeo de todo o processo – foi transformado em catálogo fotográfico, documentário média-metragem e exposição fotográfica. O catálogo e o filme estão disponíveis para download ao final desta postagem e a partir de setembro a exposição irá circular entre Pontos de Cultura e espaços culturais na cidade.

Voltando ao dia 10!




Foi com muito orgulho e alegria que recebemos as famílias retratadas e seus vizinhos no espaço do Ventre Livre no dia 10 de julho. Curtimos os retratos grandes pendurados nas paredes, assistimos juntos ao documentário e nos emocionamos. Ficou um sentimento de construção coletiva. Cada um contribuindo e se doando para ser possível a materialização desta importante convivência.
O Famílias do Jardim escancarou as portas do Ventre Livre para toda a comunidade. O que esperamos é que elas permaneçam abertas e se torne cada vez mais a casa de todos na Vila Jardim.

Clique neste link para baixar o catálogo de fotos Famílias do Jardim.
Clique neste link para baixar o filme Famílias do Jardim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

SUBJETIVIDADE

Hoje, quero falar sobre subjetividade.
Uma subjetividade forjada pelo OUTRO (base econômica e campo de valores instituído), que vai se materializar pela identidade social, explicitada cotidianamente em nossos espaços relacionais, quer afetivos, quer profissionais. Uma sociabilidade reificada que produz relações interpessoais fragilizadas. A pressa, a tecnologia utilizada sem limites de tempo e de espaço, a forma de lidarmos com nossos afetos, nos isolam socialmente.
Vivemos em um mundo que exige de nós cobranças permanentes. E a necessidade em respondê-las, vai nos desumanizando cotidianamente. Vamos perdendo a escuta, assumindo um egoísmo gigantesco e nos vitimando em nossas relações. Nos tornamos ilhas de auto-piedade, perdendo a consciência de que estar no mundo é estar na resistência. É consolidar condições para que nossa humanidade não fique subsumida pelo capital.
Que a humildade se torne o norte de nosso crescimento pessoal e profissional. Que o respeito as diferenças caminhe conosco no dia a dia. Que possamos coletivamente construir possibilidades de superação a perversidade imposta pelo capital que humaniza a coisa e mercantiliza o sujeito.
Logo, é necessário o confronto permanente para romper com uma identidade social transformada a partir do lucro, que privilegia relações fundadas no “que é que eu ganho com isso”?
É necessário, como explica MARX, ter consciência de que “só quando o objeto se torna objeto humano ou homem objetivo é que o homem não se perde nele. Tal fato só é provável quando o próprio homem se torna um objeto social, no momento em que se transforma em ser social e a sociedade para ele se torna ser no referido objeto”. É nesse momento que a consciência social adquirida se torna a condição para a superação da alienação e a consolidação do ser social.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Turck

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cursos Graturck: matrículas abertas para o 2° semestre!

CURSO NOB/SUAS

CH 56 horas

Inscrições abertas!

Ementa: Apreensão da Política de Assistência Social/ PNAS como marco legal mais recente da Política e do Sistema Único de Assistência Social/SUAS como sistema em processo de implementação em todo território nacional; responsável pela gestão do conteúdo específico da Assistência Social no campo da proteção social brasileira.

Sinopse: Atualizar e qualificar estudantes e profissionais acerca dos conteúdos da PNAS/2004 e NOB/SUAS contextualizando historicamente a assistência social até os dias de hoje como política pública a partir de seus marcos legais e sua relação com a Questão Social.

Datas:
Terças, quartas e quintas-feiras
Agosto - dias 3, 4, 5; 10, 11, 12; 17, 18, 19; 24, 25, 26 e 31.
Setembro - dias 21, 22 e 23.

Horário: 19h às 22h30

Matrícula: R$ 35,00
Investimento: R$1.100,00 à vista ou até 5 parcelas de R$242,00 (curso e material didático)

Informações
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

Curso Perícia Social na Graturck!

CURSO PERÍCIA SOCIAL

CH 44 horas

Inscrições abertas!

Ementa: A Perícia Social como área de trabalho especializada e sua interlocução entre a mediação, preservação, garantia e conquista dos direitos dos usuários na intersecção com o Direito e a Justiça na sociedade.

Sinopse: A constituição da Perícia Social no âmbito do Poder Judiciário, na Assistência Judiciária e no trabalho autônomo. Qualificação dos processos de trabalho dos Assistentes Sociais na elaboração da documentação: diferenciação do uso de Laudo Pericial, Estudo Social e Parecer Técnico.

Datas:
Segundas, terças, quartas e quintas-feiras
Setembro - dis 8, 13, 14 e 15
Outubro - dias 13, 18, 19 e 20
Novembro - dias 8, 9 e 10
* 4 horas serão não-presenciais

Horário: 18h50 às 22h30

Matrícula: R$ 35,00
Investimento: R$735,00 à vista ou até 5 parcelas de R$162,00 (curso e material didático)

Informações
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

Curso com matrículas abertas!

CURSO INSTRUMENTAIS TÉCNICOS-OPERATIVOS COM ÊNFASE NA DOCUMENTAÇÃO

CH 40 horas

Inscrições abertas!

Ementa: A articulação da Questão Social e dos instrumentais
técnico-operativo com ênfase na documentação como meio e produto dos
processos de trabalho dos assistentes sociais. Apropriação da documentação
como instrumento poderoso na consolidação do Projeto Ético-Político na
interlocução e mediações de direitos nos espaços de formação e de
intervenção profissional.

Sinopse: A apropriação da intencionalidade dos instrumentos a partir da
documentação em Serviço Social, tanto nos espaços de formação como de
intervenção e seu aprofundamento e operacionalização na prática cotidiana
como instrumento não presencial na garantia de direitos.

Datas:
Segundas, terças, quartas e quintas-feiras
Novembro - dias 23, 24, 25, 29 e 30
Dezembro - dias 1°, 2, 13, 14, 15 e 16

Horário: 18h50 às 22h30

Matrícula: R$ 35,00
Investimento: R$700,00 à vista ou até 5 parcelas de R$154,00 (curso e material didático)

Informações
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Clipping social

Abaixo-assinado pela Adin 1923/98

O CRESS/RS está se somando ao movimento social existente em diferente locais do Brasil na luta pela aprovação, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 1923/98, contra a Lei 9.637/98 que "dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades que menciona e a absorção de suas atividades por organizações sociais, e dá outras providências", e contra a alteração do inciso XXIV do artigo 24 da Lei 8.666/93, com redação dada pelo artigo 1º da lei 9.648/98 que permite a dispensa de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais (OS).

As OS tem sido um importante modelo privatista, empregado em alguns Estados e municípios, que tem levado a grandes precarizações das condições de trabalho e da prestação de serviço à população.

Consideramos importante travarmos a batalha pela aprovação dessa ADIN. Isso passa longe de resolver os problemas da privatização, visto que as OS's são apenas um dos diversos modelos de privatização, mas é um passo a frente em nossa luta de ter um Sistema Único de Saúde 100% público e estatal, voltado ao interesses do povo e não dos grupos econômicos.

Para participar vocês pode assinar o abaixo-assinado no link abaixo:

http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/6184

Atenciosamente
Diretoria do CRESS/RS


terça-feira, 1 de junho de 2010

Próximo curso inicia no dia 18 de junho!

Curso Instrumentais Técnicos‐Operativos com Ênfase na Entrevista Reflexiva ou Dialética (ITO)

Inscrições Abertas!

Carga-horária: 40h

Ementa: A articulação da Questão Social e dos instrumentais técnicos‐operativos com ênfase na entrevista reflexiva e ou dialética e a sua técnica de aplicabilidade na execução dos processos de trabalho dos assistentes sociais pela intencionalidade sustentada nos Fundamentos do Serviço Social.

Sinopse: A apropriação da intencionalidade dos instrumentos a partir da técnica articulada aos Fundamentos do Serviço Social e seu aprofundamento e operacionalização na prática cotidiana através da entrevista reflexiva e ou dialética.

Datas e horários:

18 de junho (sexta-feira) : 19h às 22h
19 de junho (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h30
20 de junho (domingo): 9h às 12h e 13h às 18h30
2 de julho (sexta-feira): 19h às 22h
3 de julho (sábado): 9h às 12h e 13h às 17h
16 de julho (sexta-feira): 19h às 22h
17 de julho (sábado): 9h à 12h 13h às 17h

Matrícula: R$ 35,00
Investimento: até 4 parcelas de R$ 195,00 ou R$ 700,00 à vista (curso e material didático)

* Valores diferenciados para ex-alunos e para cursos fora da Graturck!

Informações
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

terça-feira, 25 de maio de 2010

Questão de Gênero - à venda no site

Questão de Gênero acompanha, durante um ano, a vida de sete pessoas que, em comum, têm o sentimento de que nasceram em um corpo que não era seu. Homens que nasceram mulheres, mulheres que nasceram homens contam como se descobriram transexuais e como buscam viver em sua verdadeira identidade de gênero. O documentário mostra os sonhos, alegrias, dramas e transformações vividos por essas sete pessoas que lutam para superar preconceitos, conflitos e barreiras em busca de uma vida mais feliz.

Documentário - 90 minutos
Direção, roteiro e produção: Rodrigo Najar
Direção de Fotografia: Elton Luz
Ass. de direção e edição: Têmis Nicolaidis

Assista ao trailer:



Para saber mais sobre o filme CLIQUE AQUI

R$ 25,00 (despesas de envio inclusas para todo o território nacional)
Para adquirir os DVDs, basta fazer o depósito do valor correspondente e enviar os dados de entrega para comercial@graturck.com.br. Ou, ainda, solicitando informações via este e-mail.

Conta para depósito:

GRATURCK
Maria da Graça Maurer Gomes Türck
Banco do Brasil
Agência 1248-3
Conta 35585-2

IMPORTANTE!

É imprescindível a confirmação do depósito, seja via fax (51-3062.0283) ou e-mail, para que o pedido seja processado.

A CONTRADIÇÃO COMO ESSÊNCIA DO SERVIÇO SOCIAL

Hoje, o dia cinzento e úmido, é um dia propício para a reflexão. Um dia em que mais uma vez me debruço sobre a profissão após um fim de semana recheado de discussões sobre ela, no curso de Perícia Social que estamos ministrando na GRATURCK.

Sai ano, entra ano, independente de quantos cursos ministramos, em cada um deles, se materializa a fragilidade da apropriação do conceito do Serviço Social como profissão.

A pergunta é sempre a mesma: afinal, que profissão é esta? De onde vem essa fragilidade que nos tornam profissionais tão inseguros querendo agradar “gregos e troianos” nos espaços institucionais como estratégia de sobrevivência profissional? É culpa nossa? É da formação? É de quem, então?

É por aí, que me somo ao dia cinzento, mas sem o pessimismo que este cinza teima em concretizar, que vou encarar o desafio e materializar as minhas reflexões.

O Serviço Social é uma profissão que tem sua origem na contradição. Antes de tomarmos consciência da contradição, ela já era a essência da profissão. Antes, pela forma como o Serviço Social se originou e como se instituiu no Brasil (1930), Era Vargas, já veio com uma intencionalidade mascarada de ajuda, de não reconhecer a sociedade capitalista que estava se instituindo no Brasil, pela rápida industrialização e pela efervescência do movimento operário.

Logo, veio para se instituir como braço da classe burguesa, para trazer o conformismo, a culpabilização e a patologia para explicar o social. Não dá para estranhar, porque as primeiras assistentes sociais, mulheres, faziam parte da elite brasileira, logo, ingenuamente, defendiam os interesses da classe a que pertenciam. A apropriação da contradição como essência da profissão demorou a ser oficialmente assumida pela categoria. Foi por volta dos anos de 1990 que a ruptura teórica aconteceu e se materializou o Projeto Ético-Político do Serviço Social, indicando a orientação social da profissão como a defesa intransigente dos direitos humanos e a luta por uma sociedade justa e igualitária. E, pasmem! a maioria dos assistentes sociais confundem o Projeto com o Código de Ética (1993).

Se desconhecemos o nosso Projeto Ético-Político, ignoramos a contradição e consequentemente não nos apropriamos da Questão Social como objeto genérico do Serviço Social. Logo, os Fundamentos do Serviço Social se perdem nos discursos vazios de sentido porque não são operacionalizados na prática miúda dos assistentes sociais.

E, gradativamente, os nossos assistentes sociais, teóricos da profissão, vão ficando inteligíveis para os assistentes sociais que estão na linha de frente na operacionalização das políticas públicas ou nos espaços sócio-ocupacionais. E esse fosso criado pela falta de apropriação de um conhecimento teórico que se constituí como núcleo duro da profissão e das raízes teóricas que lhe dá sustentação, como a teoria marxista e o Método Dialético Materialista Histórico, não é muitas vezes suprido pela categoria.

Dessa forma, o que resta aos assistentes sociais que executam seus processos de trabalho na prática miúda nos diversos espaços institucionais e sócio-ocupacionais? Ouso afirmar que inicialmente, sentimos um gosto amargo proporcionado pela baixa auto-estima profissional. Depois uma raiva insana pelo silêncio que se concretiza pelo grito preso na garganta porque não conseguimos materializar a contradição. Em seguida vem o conformismo que vai dar sustentação a uma prática burocrática ou então, a desistência da profissão, nos levando, muitas vezes, a busca do curso de Direito, uma profissão com mais visibilidade social.

Mas também optamos pela luta, pela apropriação e aprofundamento do conhecimento, pela materialização da contradição ao darmos, a partir de nossa prática miúda, visibilidade a nossa identidade social, porque essa profissão não só nos dá condições de lutarmos pelos direitos, mas sua própria existência nos remete a contradição que vamos materializar não só no cotidiano dos sujeitos, mas em nós mesmos, como assistentes sociais!

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

terça-feira, 18 de maio de 2010

V ENCONTRO ALUSIVO AO DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

LOCAL: Teatro do SESC, situado na Rua Crisanto Leite, nº. 202, Centro - Ijuí - RS.
DATA: 18 de maio de 2010.
PÚBLICO ALVO: Rede de Proteção, Rede de Atendimento e comunidade em geral.

PROGRAMAÇÃO:

TARDE
13:30 – Credenciamento.
14:00 – Abertura.
14:30 – Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes junto a Rede de Proteção. Palestrante: Maria da Graça Turck – Doutora em Serviço Social.
16:30 – Encerramento.

NOITE
19:00 – Credenciamento.
19:30 – Adolescentes Exploradas Sexualmente: Aproximação e Vínculo da Rede de Atendimento. Palestrante: Nair Angélica Comassetto Marchezan – Assistente Social e Psicóloga – Especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Hoje, em Três Passos, comemorando o dia do Assistente Social

A Professora e Assistente Social Maria da Graça Türck está hoje em Três Passos participando do 2° Encontro de Assistentes Sociais da Região CELEIRO, que acontece no Centro de Capacitação Altos Banco do Brasil – Rua Getúlio Vargas n.° 1077. Este é um encontro alusivo ao dia do Assistente Social, comemorado no dia 15 de maio, e que aborda a discussão sobre “Serviço Social competências e atribuições privativas da categoria nas mais diversas áreas, e compromisso ético do Assistente Social”.

PROGRAMAÇÃO DO 2° ENCONTRO DE ASSISTENTES SOCIAS DA REGIÃO CELEIRO

14h – Credenciamento
14h30min – Abertura do 2° Encontro de Assistentes Sociais da Região Celeiro (Formação da Mesa, Hino Nacional, Leitura da Programação)
14h45min – “Serviço Social competências e atribuições privativas da categoria nas mais diversas áreas, e compromisso ético dos Assistentes Sociais”. Palestrante – Maria da Graça M. G. Türck, Doutora em Serviço Social pela PUCRS. Professora no Serviço Social da ULBRA em nível de graduação até 2007. Experiência como Perita Assistente Social na área Cível e Penal.
16h – Explanação sobre o Tema do 4° Encontro Gaúcho de Assistentes Sociais: "Fortalecer as Lutas Sociais Para Romper com a Desigualdade". Palestrantes – Diretoria do NUCRESS CELEIRO.
16h20min – Mensagem em comemoração ao Dia do Assistente Social.
16h30min – Encerramento com Coquetel.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

14 de maio inicia o Curso Perícia Social!

Curso Perícia Social

Inscrições abertas!

Carga-horária: 44h


Ementa: A Perícia Social como área de trabalho especializada e sua interlocução entre a mediação, preservação, garantia e conquista dos direitos dos usuários na intersecção com o Direito e a Justiça na sociedade.

Sinopse: A constituição da Perícia Social no âmbito do Poder Judiciário, na Assistência Judiciária e no trabalho autônomo. Qualificação dos processos de trabalho dos Assistentes Sociais na elaboração da documentação: diferenciação do uso de Laudo Pericial, Estudo Social e Parecer Técnico.


Datas e horários:

14 de maio (sexta-feira): 19h às 22h
15 de maio (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h30
16 de maio (domingo): 9h às 12h e 13h às 18h30
21 de maio (sexta-feira): 19h às 22h
22 de maio (sábado): 9h às 12h e 13h às 19h
25 de junho (sexta-feira): 19h às 22h
26 de junho (sábado): 9h às 12h e 13h às 19h


Matrícula: R$ 35,00

Investimento: até 3 parcelas de R$ 270,00 ou R$ 735,00 à vista (curso e material didático)

Informações
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Matrículas abertas para o Curso Gestão Social: Elaboração de Projetos

Curso Gestão Social: Elaboração de Projetos (GSP)

Inscrições abertas!

Carga-horária: 58h

Ementa: As Transformações da Sociedade Contemporânea e a Gestão Social. A construção de projetos sociais: conceitos, ciclo (identificação, concepção, execução, monitoramento e avaliação) e respectiva documentação. Noções de captação de recursos para projetos sociais ‐ observatório de editais.

Sinopse: Neste curso, os alunos construirão projetos sociais articulados com as expressões da questão social onde serão apresentadas experiências concretas desenvolvidas por diferentes atores sociais da esfera público‐privada. Os projetos serão assessorados pelos professores e discutidos com o conjunto dos alunos. Cada participante deverá, a partir dos conteúdos desenvolvidos, construir um projeto social que possa ser aplicado no seu processo de intervenção profissional. Serão utilizados diversos materiais impressos e mídias digitais.

Datas e horários:

14 de maio (sexta-feira): 19h às 22h
15 de maior (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h30
16 de maio (domingo): 9h às 12h e 13h às 18h30
29 de maio (sábado): 9h às 12h / 13h às 18h
30 de maio (domingo): 9h às 12h e 13h às 18h
4 de junho (sexta-feira): 19h às 22h
5 de junho (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h
11 de junho (sexta-feira): 19h às 22h
12 de junho (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h

Matrícula: R$ 35,00

Investimento: até 3 parcelas de R$ 330,00 ou R$ 900,00 à vista (curso e material didático)


Informações:
matriculas@graturck.com.br
(51) 3072.0280
das 13h30 às 17h30

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PRECONCEITO E SERVIÇO SOCIAL

A palavra preconceito pressupõe se ter um conceito de algo que não se conhece. E este conceito é sustentado na sua essência pela exclusão.

- Não conheço, não quero conhecer e tenho raiva de quem conhece!

Quem nunca ouviu esta frase, dita, quase sempre, no meio de alguma discussão polêmica?

Muitas vezes, ela vem para desqualificar a argumentação contrária e também para materializar com força o preconceito. Logo, se apropriar do preconceito é poder sair do aparente em que se tenta vendê-lo como parte integrante de uma pessoa, de um grupo ou de etnias! Mas se sabe que ao se lidar com o preconceito, não se vai à essência! Não existe interesse em ir à essência!

Porque um dos motivos está ligado a sua própria origem. Ora,o preconceito foi construído e vem se consolidando na sociedade capitalista ocidental por um campo de valores instituído para dar sustentação a esta sociedade de classes, excludente e perversa. Ele vai minando as diferenças, valorando os sujeitos a partir da divisão de classes a que estes pertencem, excluindo as etnias, manipulando a história da civilização, omitindo fatos, valorizando as ‘vitórias’ dos opressores e incentivando o ódio nas relações.

Cabe então a pergunta: Como o preconceito transita no cotidiano profissional dos assistentes sociais?

Inicialmente ele surge excluindo a profissão por ela lidar com os pobres, no jargão dos opressores. Logo, no mercado, o Serviço Social se torna uma profissão desqualificada e mal remunerada. Em seguida, por ser uma profissão constituída, na sua maioria, por mulheres. Na contemporaneidade, além do gênero, discriminada por ser constituída pela diversidade racial e sexual. E o preconceito contra a profissão vai se consolidando quando os assistentes sociais, ao concretizarem o Projeto Ético-Político profissional, se confrontam com o status quo. Portanto, o Serviço Social se torna uma profissão mal vista e no cotidiano, a fala que se ouve, muitas vezes explicita a materialidade do preconceito: “lá vêm as moças boazinhas, defensoras de bandidos!”.

Entender o preconceito com e na profissão é se apropriar do conhecimento de que o Serviço Social é discriminado por tabela pelo próprio preconceito que exclui os seus usuários, isto é, os sujeitos que trazem em suas vidas várias expressões da Questão Social. Esses, como os meninos de rua, as meninas exploradas sexualmente, etnias historicamente escravizadas, dependentes químicos, como os usuários de “crack”, todos, resíduos sociais, excluídos pelo próprio preconceito, cuja raiz tem origem na sociedade dividida em classes sociais. Sem levar em conta, o preconceito sexual que discrimina os homossexuais, os gays, as lésbica se os transsexuais. E aqueles que materializam a sua exclusão pela concentração da propriedade privada, como os sem teto, os sem terra, os sem nada.

O preconceito não permite a pergunta que não quer calar: Qual é a origem da desigualdade social?

E não permite, porque ao respondê-la, se levantará todos os níveis de responsabilidade na construção da desigualdade. E para isso, não há espaço na sociedade. Para dar visibilidade a essa responsabilidade é necessário ocupar o espaço de resistência, é trabalhar com o sujeito social em seu cotidiano, para entender os meandros da estrutura da sociedade capitalista e sua necessidade de manter e consolidar a Questão Social, porque é ela que lhe dá sustentação e oportuniza a classe dominante todas as benesses do mundo em detrimento dos direitos da maioria!
Assistente Social Maria da Graça Türck

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Clipping social

Veja abaixo a notícia publicada no site do CFESS no dia 06/04/2010, sobre a Resolução nº569, que trata das denominadas Práticas Terapêuticas:

Em cumprimento à deliberação do 38º Encontro Nacional CFESS/CRESS, o CFESS divulgou nesta última sexta-feira, 26 de março de 2010, a Resolução CFESS nº 569, que "Dispõe sobre a VEDAÇÃO da realização de terapias associadas ao título e/ou ao exercício profissional do assistente social".

Além da Resolução, foi divulgado também um texto de natureza teórico-política apresentando as principais questões comumente abordadas nas discussões sobre práticas terapêuticas e Serviço Social.

"O CFESS publiciza, neste documento, elementos que considera fundamentais para a compreensão exata, pela categoria, da Resolução CFESS nº569. Seu conteúdo busca contribuir com o debate sobre competências e atribuições da profissão, conforme Lei 8662/1993 e os princípios e diretrizes do Projeto ético-político profissional, complementando assim a referida resolução e o primeiro documento publicado pela COFI/CFESS, em 2008", assina a diretoria do Conselho Federal.

O documento traça um breve histórico do debate sobre Práticas Terapêuticas e Serviço Social brasileiro e apresenta fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos que orientam a Resolução nº569/2010. Além disso, o documento desmistifica alguns argumentos simplistas, e por vezes equivocados, sobre o tema.


Leia a Resolução CFESS nº569/2010

Conheça o documento "Serviço Social e Reflexões Críticas sobre Práticas Terapêuticas"


E veja mais!

Leia o documento sobre Práticas Terapêuticas elaborado pela Cofi

Conheça o Parecer Jurídico N.º 11/09 sobre Práticas Terapêuticas

Conheça o Parecer Jurídico N.º 16/08 sobre Práticas Terapêuticas

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - Assessor de Comunicação - JP/MG - 11732
comunicacao@cfess.org.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Migrantes da Cana

Primeiro episódio da série Trabalhadores de canaviais, para a TV Brasil - produzida pelo Coletivo Catarse de Comunicação registra as condições de vida dos cortadores de cana e suas famílias, que chegam do Maranhão em Guariba - cidade que bóia no mar de cana do interior de São Paulo. Para os cortadores: muito esforço e baixo salário, num sistema vicioso de lucro por produtividade, em que quem roça mais também enriquece mais o patrão.



Assista ao 2º episódio

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SERVIÇO SOCIAL, QUESTÃO SOCIAL E RESISTÊNCIA!

Durante minha trajetória profissional, sempre, quando perguntada por assistentes sociais, profissionais de outras categorias e de alunos sobre a concepção de Serviço Social, me confrontava com a seguinte questão:

Afinal, o que é Serviço Social?

Inicialmente sentia uma espécie de susto, depois um "nó" na garganta e passava a explicar a profissão descrevendo ou a rotina institucional ou, então, a explicava através dos instrumentais, dizendo: "nós fizemos entrevista, grupos, visita domiciliar ou, então, nós atendemos a família". E aquele gosto amargo permanecia. Eu sabia que era diferente, mas não sabia dizer, explicar. E essa falta de conhecimento me remetia à questão da identidade e do objeto profissional.

Nesta longa caminhada profissional, fui aprofundando o meu conhecimento sobre inúmeras refrações da Questão Social, como: dependência química, violência doméstica, abuso sexual, exploração do trabalho infantil, abandono, adoção, Redes, dentre tantas outras. Mas este conhecimento, embora fundamental, não me respondia a questão sobre a profissão. E, assim, fui caminhando em busca da resposta que me desse segurança no cotidiano profissional, que me garantisse possibilidades de fazer os enfrentamentos nos espaços profissionais, quando um chefe ou, então, outro profissional, que não fosse assistente social, dissesse o que eu teria que fazer, sabendo mais do que eu sobre a profissão que eu exercia. Portanto, precisava saber para que a minha auto-estima profissional não sucumbisse a qualquer questionamento.

O meu primeiro movimento foi o de me apropriar teoricamente dos fundamentos do Serviço Social, não só estudando Martinelli, José Paulo Neto ou Iamamoto, dentre outros, mas principalmente buscando a Teoria Marxista e me apropriando do Método Dialético Materialista. O segundo movimento foi o de me apropriar do significado teórico de nosso Projeto Ético-Político, que nada mais é do que se apropriar da contradição e ocupar os espaços de resistência. O terceiro movimento foi a apropriação da Questão Social como objeto genérico do Serviço Social, em que fica explicitado, delimitado, qual o espaço do social que cabe ao Serviço Social. O quarto movimento foi a articulação desses fundamentos na prática, articular a teoria à prática cotidiana, isto é, a aplicabilidade do Método Dialético Materialista através da Metodologia da Prática Dialética, na qual tão intensamente trabalhei, apliquei e defendi em Tese de Doutorado, referendada e aprovada por Maria Lúcia Martinelli.

Desde que comecei essa caminhada entendi e me apropriei dos Fundamentos do Serviço Social e passei a nomeá-los de Núcleo Duro da profissão a partir de 2006. Essa apropriação me possibilitou, então, finalmente, responder a tal pergunta: "Afinal, o que é Serviço Social?".

E a respondi premida pelas circunstâncias, em 2008, em São Luis do Maranhão, antes de iniciar o Curso de Perícia Social, promovido pelo Ministério Público. Fui procurada pela TV local, que estava cobrindo o evento, e as assistentes sociais solicitaram que eu desse uma visão exata da profissão, para que entendessem que o Serviço Social não se restringia a atender os pobres e a dar cestas básicas.

Já com os fundamentos maturados, respondi imediatamente: Serviço Social é uma profissão que dá visibilidade ao invisível, àquilo que ninguém quer ver. Logo, trabalha na ótica dos direitos, ocupando espaços de resistência.

E esta definição me deu o sentido do Serviço Social como profissão e de sua operacionalização no cotidiano dos sujeitos, usuários atendidos diariamente pelos assistentes sociais. E senti um orgulho imenso de ser assistente social!

Logo, trazer as cotas, a luta das mulheres, o MST, é dar visibilidade ao movimento da sociedade e sua estrutura centrada na relação capital e trabalho. É a denúncia pública dos marcos de violação de direitos que chega a nós, assistentes sociais, pelo sujeito, através do dependente químico, da violência do pai contra os filhos, da menina explorada sexualmente. Então, transitar profissionalmente entre o macro e o micro que a Questão Social nos proporciona como objeto profissional nos dá a dimensão exata da ocupação do espaço de resistência, o lugar que nos cabe na defesa dos direitos.

Assistente Social Maria da Graça Türck

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Conheça parte do Ventre



Grande parte deste vídeo foi filmado pelas crianças do Ventre Livre, editado pela Catarse e representa um trabalho de 9 meses neste Ponto de Cultura.

Ponto de Cultura é uma ação do Governo Federal parte do programa Cultura Viva que fomenta iniciativas culturais em comunidades de todo o Brasil. O Ventre Livre é uma proposta da Catarse e tem a parceria da Graturck.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Imagens que marcam

Esta recebe 25 vezes mais recursos do Governo Federal que...
Senadora agrofundamentalista Kátia Abreu e seus boizinhos.

...estes.
População entrando em fazenda entregue para a Reforma Agrária.

terça-feira, 30 de março de 2010

Questão Provocativa: Ruralistas recebem do governo recursos 25 vezes a mais do que envolvidos na Reforma Agrária

É o que diz o Professor da American University, em Washington D.C., Miguel Carter, que concluiu o trabalho de organizar o livro "Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil" - um estudo iniciado em 1991. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil. Ele conversou com Paulo Henrique Amorim por telefone e a entrevista pode ser conferida na íntegra no site da Cooperativa Catarse, clicando-se aqui.

Em determinado momento, ele informa: "Há um capítulo em que eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal. Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST). E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então, chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura, mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais".

O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

*os grifos são nossos

quarta-feira, 24 de março de 2010

sábado, 13 de março de 2010

CURSOS GRATURCK 2010 - MATRÍCULAS ABERTAS!


Curso Questão Social (QS)

Inscrições abertas!

Carga-horária: 20h

Ementa:
A Questão Social e sua apreensão como objeto do Serviço Social. Sua configuração nos espaços de prática e seu desvendamento na vida dos sujeitos, qualificando os processos de trabalho no cotidiano profissional.
Sinopse: Através do reconhecimento da Questão Social como objeto do Serviço Social, pretende‐se dar visibilidade à aplicabilidade do Projeto Ético‐Político da profissão. Para tanto, utiliza‐se uma metodologia de aplicação do Método Dialético‐Materialista, que vai trazer à tona a contextualização de uma realidade através da visualização das categorias historicidade, contradição e totalidade, fundamentais na apreensão do objeto para a consolidação da identidade profissional nos espaços institucionais e na qualificação dos processos de trabalho dos Assistentes Sociais. Metodologia esta recentemente consolidada como Metodologia da Prática Dialética.

Datas e horários:
9 de abril (sexta-feira): 19h às 22h
10 de abril (sábado): 9h às 12h e 13h às 18h30
11 de abril (domingo): 9h às 12h e 13h às 18h30

Matrícula: R$ 35,00
Investimento: até 3 parcelas de R$ 110,00 ou R$ 300,00 à vista

sexta-feira, 12 de março de 2010

Clipping social

Do site do CFESS:

XIII CBAS: quase 1.400 trabalhos foram inscritos

Mil e quatrocentos. Este é o número aproximado de trabalhos inscritos o XIII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, que acontece entre os dias 31 de julho e 5 de agosto, em Brasília (DF).

Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 9 de março, pela Alvo, empresa responsável pela produção desta edição do CBAS, durante a reunião do Grupo de Trabalho dos Organizadores, que conta com o CFESS, ABEPSS, CRESS-DF e ENESSO.

De acordo com o relatório, foram inscritos 1.386 trabalhos, sendo 1.108 para apresentação oral e 278 posteres. Do total, 40% são resultados de pesquisas, 34% de reflexão teórica, 16% de relatos de experiências e 10% de sistematização do trabalho profissional.

Ainda segundo a Alvo, os eixos temáticos mais representados foram Projeto ético-político profissional, trabalho e formação (208 trabalhos); Direitos da infância, adolescência, juventude e velhice (161 trabalhos); e Espaços sócio-ocupacionais, relações e condições de trabalho do/a assistente social (150 trabalhos).

Os trabalhos estão sendo enviados para os/as professores pareceristas para avaliação. O resultado será divulgado em abril no site oficial do CBAS.

A quantidade de trabalhos inscritos vem reafirmar o CBAS como um evento não só de natureza político-científica, cujos debates subsidiam a construção da agenda das entidades nacionais da categoria para o próximo triênio, mas também como importante espaço de divulgação da produção científica e técnica do Serviço Social.

Segundo a presidente da ABEPSS, Elaine Behring, o número de trabalhos recebidos confirmou a tendência de ampliação sistemática no envio de comunicações, que vem se firmando nos últimos eventos do Serviço Social. "É uma resposta contundente à convocação das entidades, com um aumento em relação ao Congresso anterior, que nos deixa muito felizes. Isso expressa o amadurecimento da área no âmbito da pesquisa e da investigação no âmbito do trabalho profissional e reafirma o reconhecimento do CBAS como um importante espaço de troca de experiências técnico-científicas", afirmou Behring.

Já a presidente do CFESS, Ivanete Boschetti, destacou os eixos temáticos mais representados. "Surpreendeu-nos positivamente o aumento significativo de trabalhos nas áreas relativas ao projeto ético-político profissional e espaços sócio-ocupacionais, o que indica um interesse importante no debate sobre o Serviço Social, o trabalho e o projeto ético-político do/a assistente social", concluiu.

Reunião administrativa
A reunião do GT do XIII CBAS que começou na segunda (8/3) e se estendeu até na terça (9/3) foi realizada para a apresentação do relatório de trabalhos recebidos e para discutir questões de âmbito administrativo do evento.

Além da apresentação de orçamentos diversos em relação à infraestrurura do CBAS, que deve receber três mil participantes, foram abordadas as questões de patrocínio, projeto artístico cultural e pacotes de hospedagem, entre outros. Os/as integrantes do GT fizeram também uma visita ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Outro ponto de pauta de destaque foi a elaboração de uma nota pública de esclarecimento sobre o XIII CBAS, considerando alguns questionamentos quanto ao valor das inscrições do evento.

Leia nota pública da Comissão Organizadora sobre o valor das inscrições

Baixe e imprima a programação completa do evento

Visite o site oficial: http://www.cbas.com.br/

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
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quarta-feira, 10 de março de 2010

"Até o princípio do século XX, o escravo era o principal item de exportação da economia africana".

Foto-fato da semana:


Nos juntamos a Gaspari: "economia africana", cara-pálida???

Questão Provocativa: até quando perdurará o racismo no Brasil?

Leia o artigo de Elio Gaspari e se posicione:

A teoria negreira do Dem saiu do armário

O senador Demóstenes Torres (Dem-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.

Quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:

"As negras foram estupradas no Brasil. A miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual".

O senador precisa definir o que vem a ser "forma muito mais consensual" numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.

Gilberto Freyre escreveu o seguinte:

"Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime".

"O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem."

"Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no Sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (...) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão."

Demóstenes Torres disse mais:

"Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (...) Até o princípio do século XX, o escravo era o principal item de exportação da economia africana."

Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.

No início do século XX os escravos não eram o principal "item de exportação da economia africana". Àquela altura, o tráfico tornara-se economicamente irrelevante. Ademais, não existia "economia africana", pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou História com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.

O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Clipping social

Do site do CFESS, matéria sobre o Projeto de Lei que institui o Ato Médico:


“A saúde pública adverte: o Ato Médico Faz mal à saúde”

Assistentes sociais e outras categorias profissionais se preparam para novas manifestações contra o Ato Médico. O PL que trata do assunto está no Senado

De mãos atadas. É assim que assistentes sociais e outras categorias profissionais que têm relação com a área da saúde ficarão caso o Projeto de Lei conhecido como "Ato Médico" seja aprovado no Senado. Atualmente, o PL 7706-C/2006 tramita em caráter terminativo, restando após esta etapa apenas a sanção ou veto do Presidente da República.

Por esse motivo, o Fórum das Entidades Nacionais de Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas), onde o CFESS possui representação, tem reforçado a necessidade da realização da Mobilização no Brasil para enfrentamento do Projeto de Lei do Ato Médico. E a manifestação já tem data marcada: 9 de março de 2010, Dia Nacional de Luta contra o Ato Médico. A ideia é desenvolver atividades em todos os Estados nos mais variados espaços.

"O referido projeto, para além do comprometimento da autonomia das profissões de saúde, aliena, fere os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e cerceia o direito de acesso e assistência integral à saúde dos usuários do SUS" afirmou Ana Cristhina de Oliveira Brasil, coordenadora do FENTAS, em ofício de 22 de fevereiro de 2010.

Para a assistente social e representante do Conselho Nacional de Saúde, Ruth Bittencourt, a mobilização não vai de encontro à proposta da regulamentação da profissão médica que, segundo ela, é uma iniciativa legítima e importante, mas à forma como ela se apresenta nos PLs 268/2002 e 7.703/2006, que tramitam no Congresso Nacional e comprometem profundamente as relações de trabalho multi e interdisciplinares. "Os projetos representam um retrocesso na conquista do modelo de saúde multiprofissional, universal, igualitário e integral", completou.

"A saúde pública adverte: o Ato Médico Faz mal à saúde"
O Projeto de Lei que institui o Ato Médico condiciona à autorização do médico o acesso aos serviços de saúde e estabelece uma hierarquia entre a medicina e as demais profissões da área, inclusive o Serviço Social. Além disso, o texto atual do PL propõe o retorno a um modelo falido de atenção à saúde, centrado no atendimento clínico, individual, medicamentoso e hospitalocêntrico, o qual não encontra respaldo nem nos organismos internacionais de saúde nem na legislação brasileira, que se valem de um conceito ampliado de saúde e cujas bases repousam na integralidade das ações, estas distintas, diferenciadas e específicas de acordo com a autonomia dos/as profissionais envolvidos em equipe interdisciplinar.

Para o CFESS, o SUS é uma conquista da população brasileira baseado no cuidado amplo à saúde, entendida como processo que tem múltiplos determinantes e que aponta para a intervenção nas condições de vida da população, envolvendo assim diversos profissionais e campos de saber. "Por isso, os PLs 268/02 e 7.703/2006, ao conferirem ao médico uma condição de supremacia em relação às demais profissões da área de saúde, rompem com o princípio de acesso igualitário ao serviço de saúde. A sociedade brasileira não deve abrir mão destas conquistas e do cuidado integral à saúde", ressaltou Ruth.

Site Não ao Ato Médico
A campanha contra o Ato Médico tem sido reforçada pelo site www.naoaoatomedico.org.br, onde é possível encontrar um vasto material para divulgação da mobilização nacional, apontando, entre outras coisas, o retrocesso da saúde caso o PL seja aprovado.

Uma novidade é que já está disponível para download todo o material da campanha: camisas, banners, adesivos, manifestos, carimbos e muito mais.

Além disso, no site, é possível aderir à campanha virtual e enviar uma mensagem aos senadores questionando o PL 7706-C/2006.

Foi lançado também um vídeo explicativo contrário ao Ato Médico. O CFESS e outras entidades de representação de categoria assinam e apoiam material.

"Em campanha contra essa proposta e trabalhando com base no princípio da multidisciplinaridade na promoção da saúde, adotado pelo SUS, profissionais de diferentes categorias da área de saúde defendem que o Conselho Federal de Medicina se volte para o campo democrático do debate e trate o assunto com uma visão menos corporativista, na tentativa de ampliar a discussão para melhorar o atendimento aos cidadãos", apontam os/as organizadores/as do site. Ainda de acordo com o site, os Conselhos têm permanecido em constante campanha contra o projeto do Ato Médico, demonstrando que o conceito de saúde é muito mais amplo do que apenas o de ausência de doença.

"A luta do Serviço Social não é contra os médicos, mas pela manutenção e garantia de uma prestação de serviços de saúde por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar composta por trabalhadores da área de saúde, para a efetivação de um atendimento com excelência ao paciente de forma integral e equânime. Os médicos têm todo o direito de ter sua profissão regulamentada, desde que essa regulamentação não venha a prejudicar os direitos adquiridos pela população, nem venham a impedir o livre exercício dos profissionais de saúde", finalizou a representante do CFESS no CNS, Ruth Bittencourt.

Informe-se e participe das mobilizações nacionais contra o Ato Médico!

Conheça o site www.naoaoatomedico.org.br e baixe o material de divulgação da campanha contra o Ato Médico!

Entre na campanha virtual e envie uma mensagem aos senadores questionando o PL 7706-C/2006.

(com informações de www.naoaoatomedico.org.br)

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
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