sexta-feira, 20 de novembro de 2009

GRATURCK no Seminário 30 anos do Congresso da Virada, realizado nos dias 16 e 17 de novembro de 2009 no Centro de Convenções Anhembi - São Paulo/SP

De Porto Alegre-RS para São Paulo-SP

Chegada ao Anhembi

A.S. Rosa Souza, A.S. Regina Martins, A.S. Maria da Graça Türck e Est. S.S. Daiane F. Oliveira

Abertura do evento

Depoimentos de sujeitos que participaram do Congresso da Virada em 1979: Leila Lima, Vicente de Paula Faleiros, Josefa Batista Lopes, Márcia Pinheiro, Luiza Erundina, Maria Inês Bravo, Mariângela Belfiori, dentre outros nomes.

Registros de participação no Seminário 30 anos do Congresso da Virada
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O Congresso da Virada:

Hora de reafirmar e consolidar o Projeto Ético-Político do Serviço Social

Trinta anos passaram de um tempo em que a categoria dos assistentes sociais, articulada e comprometida com a classe trabalhadora fez, no III CBAS, a ruptura com a posição conservadora que dominava parte da categoria e destituiu a comissão de honra daquele Congresso (1979) composta pelo ditador Gal. João Batista Figueiredo e seus ministros, Murilo Macedo (do Trabalho), Jair Soares (da Previdência e Assistência Social), Paulo Salim Maluf (governador biônico do estado de São Paulo) e Reynaldo Emydio de Barros (prefeito da cidade de São Paulo), e a substituiu pelos representantes da classe trabalhadora do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo que, na época, fazia frente à Ditadura, que comandava a repressão contra qualquer movimento social que a confrontasse na defesa dos seus direitos ameaçados.
Rememorar este momento é se orgulhar desta profissão que ao assumir uma outra orientação social, materializou para as novas gerações de profissionais que é preciso ousar, é preciso caminhar na resistência, que só assim é possível consolidar a profissão.
Dentre vários nomes de assistentes sociais que assumiram a liderança deste momento, a assistente social Luiza Erundina foi um marco na ruptura do atrelamento ao conservadorismo que durante décadas demarcou a subserviência profissional.
E, hoje, aos 75 anos, Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, assistente social combativa, defensora dos direitos, foi condenada no dia 30/10/2009, pelo Supremo Tribunal Federal, por malversação do dinheiro público, tendo que devolver aos cofres municipais R$ 350.000,00.
"Seu crime foi ter impresso cartazes explicando à população que os ônibus municipais de São Paulo não circulariam nos dias 14 e 15 de março de 1989 em apoio a greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. A greve havia sido convocada em protesto contra o 'Plano Verão', uma das últimas tentativas do então presidente José Sarney de salvar o Plano Cruzado." (IstoÉ, 12/11/2009).
É assim que a classe dominante, e o seu conservadorismo, trata a honestidade, o respeito as diferenças e o respeito aos direitos. Ela não precisa fazer nenhum esforço, a Justiça costumeiramente escolhe o seu lado, como o fez ao liberar o banqueiro Daniel Dantas e condenar a assistente social, gestora, por informar a população de São Paulo (1989) que os trabalhadores tinham o direito de reivindicar seus direitos.
Trinta anos da Virada, a assistente social Luiza Erundina apoiada pela categoria deu uma lição do que significa uma ação política profissional.
E hoje, aos 75 anos, não perdeu os sonhos, acredita que esta profissão deve enfrentar o conservadorismo que teima em voltar para destruir o Projeto Ético-Político profissional e colocar a categoria dos assistentes sociais novamente de joelhos.
O Congresso da Virada é o registro histórico de uma categoria profissional que, amaparada na luta dos trabalhadores, enfrentou a Ditadura e assumiu o seu lugar de luta - na Resistência!
Qual á a nossa dívida neste momento em que o Supremos Tribunal Federal pune de uma forma injusta aquela que, na função pública, como gestora de uma cidade como São Paulo, reconheceu o direito dos trabalhadores em lutar por seus direitos? Como defender esta assistente social que em 1979, junto com a categoria, consolidou na ação política o Projeto Ético-Político profissional?
Honrar o Congresso da Virada e a conquista do Projeto Ético-Político é assumir coletivamente uma posição em relação à punição à assistente social gestora, Luiza Erundina. Devemos cobrar uma posição pública dos nossos órgãos de classe e nos engajarmos numa campanha, a partir do CFESS, para arrecadação do dinheiro necessário para que possa cobrir os R$ 350.000,00 que o Supremo Tribunal Federal a penalizou por defender direitos.
Punir a assistente social Luiza Erundina é a tentativa da classe dominante dizer em alto e bom som, através da lei, que só alguns tem direitos.
Uma categoria que tem o Projeto Ético-Político como orientação social, deve se manifestar na defesa desta assistente social que nos legou, com sua força e posição, junto a todos os outros profissionais, a capacidade de ousar e de estar ao lado da população excluída de direitos, na defesa cotidiana destes direitos!
Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

2 comentários:

Darlene disse...

Olá, movimentos como este de apoio a Luiza Erundina demonstram como a classe trabalhadora de assistentes sociais mobiliza-se para que a democracia seja efetivada de forma concreta. Com isso gostaria de deixar aqui o convite para que acessem o blog do curso de Serviço Social ULBRA Carazinho. Estamos desenvolvendo uma conscientização de que a classe unida pode lutar e também socializar informações que venham de encontro a nossa profissão. Convidamos acadêmicos e também profssionais para que tenham acesso a mais uma ferramenta de conscientização.

Darlene disse...

http://servicosocialelegal.blogspot.com/