sábado, 26 de março de 2011

Pelo direito de brincar e experimentar!



Este vídeo foi produzido no Ponto de Cultura Ventre Livre. Registra parte de uma atividade com crianças do bairro Vila Jardim em Porto Alegre.

Clique aqui e conheça mais sobre o Ventre Livre.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Oficinas de capacitação em Gravataí

A GRATURCK realizará o Oficinas de Articulação Institucional e Profissional na Consolidação da Proteção Social Básica para capacitação da Equipe Técnica dos CRAS do município de Gravataí/RS nas seguintes datas:
- Março
dias 2, 16, 23 e 30

- Abril
dias 5, 13, 20, 27

- Maio
dias 4 e 11

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CURSOS GRATURCK 2011!

26 DE MARÇO INICIA O CURSO DE PERÍCIA SOCIAL

Curso de Perícia Social
Inscrições abertas!!!
CH: 44 horas (4 horas não presenciais)
Ementa: A Perícia Social como área de trabalho privativa e sua interlocução na preservação, garantia e conquista dos direitos dos usuários na intersecção com o Direito e a Justiça na sociedade.
Sinopse: A constituição da Perícia Social no âmbito do Poder Judiciário, na Assistência Judiciária e no trabalho autônomo. Qualificação dos processos de trabalho dos Assistentes Sociais na elaboração da documentação: diferenciação do uso de Laudo Pericial, Estudo Social e Parecer Técnico ou Parecer Social.

Dias da semana: sexta e sábado
Março: dia 26
Abril: dias 2, 8, 9, 15 e 16
Horário: 18h30 às 22h30 (sextas) e 9h às 18h30 (sábados)
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 3 parcelas de R$ 270,00 ou R$ 735,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)


CURSO DE QUESTÃO SOCIAL: da experiência vivida no cotidiano profissional à teoria
CH: 20 HORAS
Ementa: A Questão Social e sua apreensão como objeto do Serviço Social. Sua configuração nos espaços de prática e seu desvendamento na vida dos sujeitos, qualificando os processos de trabalho no cotidiano profissional.
Sinopse: Através do reconhecimento da Questão Social como objeto do Serviço Social, pretende-se dar visibilidade à aplicabilidade do Projeto Ético-Político da profissão. Para tanto, utiliza-se uma metodologia da aplicação do Método Dialético Materialista Histórico, que vai trazer à tona a contextualização de uma realidade através da visualização das categorias historicidade, contradição e totalidade, fundamentais na apreensão do objeto para a consolidação da identidade profissional nos espaços institucionais e na qualificação dos processos de trabalho dos assistentes sociais. Metodologia recentemente consolidada como Metodologia da Prática Dialética.

Dias da semana: segunda, terça, quarta, quinta e sexta
Março: dia 28, 29, 30 e 31
Abril: dia 1
Horário: 18h30 às 22h30
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 3 parcelas de R$ 110,00 ou R$ 300,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)


CURSO: NOB (Norma Operacional Básica)/SUAS (Sistema Único de Assistência Social) – O REDESENHO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E SUA NOVA BASE DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO
CH: 56 HORAS
Ementa: Apreensão da Política de Assistência Social/PNAS como marco legal mais recente da Política e do Sistema Único de Assistência Social/SUAS como sistema em processo de implementação em todo o território nacional, responsável pela gestão do conteúdo específico da Assistência Social no campo da proteção social brasileira.
Sinopse: Atualizar e qualificar estudantes e profissionais acerca dos conteúdos da PNAS/2004 e NOB/SUAS contextualizando historicamente a assistência social até os dias de hoje como política a partir de seus marcos legais e sua relação com a Questão Social.

Dias da semana: terça, quarta e quinta-feiras
Abril: dias 19, 20, 26, 27 e 28
Maio: dias 3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18 19, 24 e 25
Horário: 19h às 22h30
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 5 parcelas de R$ 242,00 ou R$ 1.100,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)



CURSO: OS PROCESSOS DE TRABALHO DOS ASSISTENTES SOCIAIS E SEUS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
CH: 24 horas
Ementa: Os elementos que constituem os processos de trabalho dos assistentes sociais e sua materialização na prática profissional.
Sinopse: A materialização do Processo de Intervenção a partir da prática, pela apropriação dos elementos constitutivos dos processos de trabalho dos assistentes sociais.

Dias da semana: sextas e sábados
Abril: dias 29 e 30
Maio: dias 6 e 7
Horário: 18h30 às 22h30 (sextas) e 9h às 18h30 (sábados)
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 3 parcelas de R$ 120,00 ou R$ 360,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)


CURSO: INSTRUMENTAIS TÉCNICOS-OPERATIVOS COM ÊNFASE NA ENTREVISTA REFLEXIVA OU DIALÉTICA (ITO)
CH: 40 HORAS
Ementa: A articulação da Questão Social e dos instrumentais técnicos-operativos com ênfase na entrevista reflexiva e ou dialética e a sua técnica de aplicabilidade na execução dos processos de trabalho dos assistentes sociais pela intencionalidade sustentada nos Fundamentos do Serviço Social.
Sinopse: A apropriação da intencionalidade dos instrumentos a partir da técnica articulada aos Fundamentos do Serviço Social e seu aprofundamento e operacionalização na prática cotidiana através da entrevista reflexiva e ou dialética.

Dias da semana: sextas e sábados
Junho: dias 17 e 18
Julho: dias 1, 2, 15, 16 e 22
Horário: 18h30 às 22h30 (sextas) e 9h às 18h30 (sábados)
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 3 parcelas de R$ 260,00 ou R$ 700,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)


CURSO: REDE INTERNA E REDES SOCIAIS
CH: 24 HORAS
Ementa: A Rede Interna como estratégia metodológica na articulação de Recursos Sociais para a construção e consolidação de Redes Sociais na garantia de direitos.
Sinopse: A construção da Rede Interna a partir de experiências profissionais individuais na consolidação do sentido de pertencimento, de responsabilidade e da solidariedade comprometida de cada profissional para a articulação de Recursos Sociais na construção e consolidação de Redes Sociais.

Dias da semana: sextas e sábados
Setembro: dias 9, 10, 23 e 24
Horário: 18h30 às 22h30 (sextas) e 9h às 18h30 (sábados)
Matrícula: R$ 35,00
Investimento: Até 3 parcelas de R$ 120,00 ou R$ 360,00 à vista (curso e material didático).

Informações: matrículas@graturck.com.br e (51)3072.0280 (das 13h30 às 17h30)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A INVISIBILIDADE E O SERVIÇO SOCIAL

A invisibilidade pressupõe a não existência. Logo, se é invisível, não existe. Se não existe, como podemos definir a sua existência? O fato de negar a existência abre possibilidades de entender a inexistência pela afirmação da existência. Portanto, entender essa afirmação a partir da negação é dar materialidade à contradição.

Este trocadilho nos ajuda a entender o Serviço Social como profissão que atua na contradição através do que chega à prática miúda dos assistentes sociais, a desigualdade social.

E esta constatação nos leva direto para o conceito de Serviço Social publicado no Wikipedia, que conceitua o Serviço Social “como uma profissão de curso superior cujo objeto de intervenção são as expressões multifacetadas da questão social. Tem contribuições da sociologia, psicologia, economia, ciência política, filosofia, antropologia, pedagogia. O Serviço Social é uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza do instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para a análise e intervenção nas diferentes “refrações da questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho”.

Em primeiro lugar, quero contestar esta conceituação da profissão que não diz a que veio. As expressões da questão social compõem a materialização da sociedade capitalista. Elas são transversais a qualquer profissão, e o que diferencia as categorias profissionais entre si, para trabalharem com essas expressões multifacetadas é o seu objeto profissional. Logo, se a Questão Social é o objeto genérico do Serviço Social, ele aponta para o espaço do social que a profissão vai ocupar. E, aí, surge a categoria contradição com força, determinando que o Serviço Social vai se ocupar das expressões multifacetadas da Questão Social pela resistência, logo, vai dar visibilidade ao socialmente invisível.

E nesta lógica, emerge a orientação social da profissão – a defesa intransigente dos direitos humanos e a busca por uma sociedade justa e igualitária, dada pelo seu Projeto Ético-Político. A categoria contradição materializa o objeto do Serviço Social, porque, como o referido acima, vai dar visibilidade ao socialmente invisível, aquilo que ninguém quer ver. Isto é, vai desvendar todos os parâmetros de responsabilidade que estão postos em uma situação de violação de direitos explicitada por um sujeito singular. Só assim, a partir dessa compreensão e apropriação, que o Serviço Social adquire um caráter sócio-político e crítico, articulado ao seu caráter eminentemente interventivo, uma característica de sua origem.

Em segundo lugar, quando a Wikipedia diz que o Serviço Social “utiliza de outras profissões”, para intervir na realidade, ela, a Wikipedia, retorna a origem da profissão, trazendo para a contemporaneidade o caráter de subalternidade do Serviço Social que se servia acriticamente das outras profissões. Deixa de levar em conta uma das categorias teóricas do Método Dialético Materialista, a totalidade, que implica em se apropriar de um fenômeno a partir do conhecimento construído através do paradigma marxista e das teorias críticas. Deixa de lado a própria construção do conhecimento que o Serviço Social vem brindando a décadas a categoria, por inúmeros assistentes sociais, que através da pesquisa, trazem uma nova compreensão teórica de interpretar as expressões da Questão Social materializadas na prática miúda destes profissionais.

Em relação ao instrumental, mais uma vez a incoerência se faz presente neste conceito. Sabemos que o instrumental científico está disponibilizado para qualquer profissão utilizar. O que vai diferenciar é a intencionalidade de seu uso a partir dos fundamentos teóricos metodológicos que dão sustentação a própria existência da profissão. E trazer somente a desigualdade para o contexto do Serviço Social como único produto da Questão Social, é ter uma visão reducionista da realidade posta pela relação capital e trabalho, sem levar em conta a categoria contradição que permite a apropriação da Questão Social pela desigualdade social e pela resistência. E se a resistência é um espaço a ser conquistado porque ela é invisível, se não a capturarmos, nós, assistentes sociais, estaremos fadados a continuarmos a conceituar a profissão a partir do Serviço Social tradicional, teoricamente superado pelos seus fundamentos, deixando de lado a resistência que traz a lógica do direito para viabilizar o Projeto Ético-Político profissional que dá a orientação social da profissão.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Turck

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SERVIÇO SOCIAL E A CATEGORIA CONTRADIÇÃO

A categoria Contradição é fundamental para o Serviço Social, porque ela define a própria existência desta profissão. Sem sua apropriação, o Serviço Social retorna às suas origens de subserviência e de complementaridade de outras profissões. Retorna aos fundamentos do assistencialismo para dar conta de um social reduzido às carências e também da subalternidade para explicar o social a partir da patologia ou da culpabilização dos sujeitos e de suas famílias. Logo, para se apropriar da categoria Contradição é necessário não negar seu passado e a intencionalidade de sua criação. Porque para uma profissão que tem o social como seu espaço de atuação avançar, é necessário, antes de tudo, superar o reducionismo de leitura do social.

É preciso avançar dialeticamente para entender este social que se movimenta em ondas circulares em um processo de sínteses provisórias que se movimenta pelas sínteses forjadas na tese, antítese e sínteses.

E, para tanto, é necessário se apropriar das categorias teóricas do Método Dialético Materialista Histórico para entender este social em contínuo movimento que materializa sempre o instituído, isto é, a desigualdade social. Logo, a contradição nos dá outra dimensão do social, faz com que a desigualdade deixe de ser o centro de nossos processos de trabalho e torna a resistência o eixo principal dos processos de intervenção. Portanto, nos acena com a apropriação da desigualdade social como a aparência que encobre o real concreto. Que vai desvendar a estrutura da sociedade capitalista de cunho periférico que se funda exatamente nessa desigualdade social, que viola os direitos mais elementares de se viver com dignidade da população trabalhadora.

Aí, vamos entender o compromisso da classe dominante. Sua fúria preconceituosa com a universidade para todos. Sua má vontade contra as cotas, a violência contra as minorias. A culpabilização de “Deus” pelas enchentes em São Paulo. E a escuta inútil da voz de uma mulher de 70 anos neste mesmo estado: “Só faz mudanças para judiar da pobreza. Mas nós não merece isso não. Nós merece ser alguém na vida. Nós tira sujeira da casa de vocês e nós fica aqui atolado na lama!!!” - neste grito de alerta e de socorro está materializada a Questão Social pela desigualdade social que é visível e pela resistência que só é desvendada pela apropriação da contradição que aponta o social aparente construído e consolidado pela violação de direitos. E é esta apropriação da contradição pela ótica dos direitos que dá sentido e significado a esta profissão: SERVIÇO SOCIAL!

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Muito além do cidadão Kane

É NECESSÁRIO IR NA HISTÓRIA PARA ENTENDER O QUE OCORRE HOJE NA MANIPULAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DOS INTERESSES ESPÚRIOS EM DETRIMENTO DOS DIREITOS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA. ESTÁ CHEGANDO A HORA DE DARMOS UM BASTA, PARA GARANTIR E CONSOLIDAR OS DIREITOS.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A INFORMAÇÃO: UM DIREITO A SER CONSOLIDADO!!!

As tragédias climáticas que vêm assolando São Paulo e Rio de Janeiro desmascaram a informação a serviço da desinformação articulada com os interesses espúrios do capital. E ler esta realidade a partir do Método Dialético Materialista é uma obrigação de qualquer assistente social que tem como orientação social o Projeto Ético-Político da profissão.

É importante e fundamental porque direito se constrói e se consolida com a informação. E ela se constitui em uma estratégia fundamental para a democracia e a conquista de direitos. Negar os fatos, esconder as responsabilidades é o que nos brindam cotidianamente a mídia corporativa.

São Paulo embaixo d’água, “culpa de São Pedro!”. As autoridades municipais e estaduais estão isentas de responsabilidade. Ora, a chuva só castiga os trabalhadores! Os moradores dos Jardins estão protegidos, porque tem saneamento básico. A tragédia humana é esquecida, as promessas, de 16 anos continuam renovadas e esquecidas. As lágrimas dos trabalhadores se confundem com os pingos da chuva que não cessam. E quem deve informar, cobrar, denunciar, esconde o óbvio porque está a serviço não da população, mas do capital, que, concentrado na mão de poucos, ainda, avidamente, aumenta seus lucros, pavimentando estradas sem drenagem adequada, desrespeitando o leito do rio, jogando a sujeira química e humana em suas águas, desrespeitando o meio ambiente num surto de construção civil desenfreada, onde o lucro é o único a ser respeitado. Mas isto não é denunciado, é posto embaixo do tapete dos interesses espúrios. E a população desassistida e desinformada, continua com seus direitos violados por quem deveria garantir e consolidar direitos através da operacionalização articulada das políticas públicas.

No Rio de Janeiro, 648 mortes escancara a irresponsabilidade dos agentes políticos e a desinformação da mídia corporativa, que ao avaliar a tragédia, culpa o governo federal sem a mínima crítica e com a defesa intransigente de interesses de uma classe dominante, que torce o nariz para tragédias que se abatem sobre os trabalhadores. Esquecem de perguntar onde a Fundação Marinho colocou os R$ 24.000.000,00(!) repassados pelo governo do estado do Rio de Janeiro para aplicar na ajuda as vítimas de tragédias anteriores. Não perguntam por que não foram utilizados recursos federais em 2010. Esquecem de informar que sem projetos não se libera dinheiro público. E que, agora, as três cidades serranas se articularam em consórcio para elaborar projetos para captar recursos e conseguir realizar obras de prevenção e de sustentação as vítimas desta tragédia imensurável.

Logo, o Método é fundamental. Sem ele, nós assistentes sociais não conseguiremos dar visibilidade ao invisível. Trabalhar coletivamente, consolidar movimentos sociais que cobrem de governantes, independente de partido político, a materialização de políticas públicas que garantam direitos. E, principalmente, denunciar e pressionar quem no uso de uma concessão pública, como os meios de informação, se prestem a desinformação que leva a violação de direitos. Ocupar espaços de resistência é ir além da aparência e garantir estratégias para a responsabilização de todos em diferentes patamares, onde vidas são perdidas pela ganância do lucro fácil.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Türck

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

REFLEXÕES SOBRE O SERVIÇO SOCIAL!!!

Passado o ano de 2010 é necessário emergir reflexivamente o que fui encontrando ao longo desse ano. Mesmo retrocedendo processualmente na história, existem pontos que sempre permanecem. Encontramos assistentes sociais formadas em diversos anos, em diferentes universidades, mas com as mesmas dificuldades. Muitas com uma solidez teórica bem fundamentada e coerente, outras, excelentes pesquisadoras, mas a grande maioria tem um traço em comum: a fragilidade na mediação teoria e prática.

Inicio o ano de 2011 com a mesma questão que me acompanha ao longo de minha trajetória profissional: por que a formação não dá conta desta articulação? Por que os Fundamentos do Serviço Social muito bem apropriados por estes profissionais não chegam a serem materializados na prática? Existem várias inferências sobre esta realidade da prática miúda dos assistentes sociais. Inferências estas que ouso expor algumas, para o debate:

- Falta de maior rigor na formação teórica;
- Falta de ir às fontes para ensinar a teoria e o Método em Marx;
- Dificuldades de materializar o Método na “prática miúda” dos assistentes sociais;
- A não inclusão da Questão Social como eixo de articulação dos currículos;
- O desconhecimento do Projeto Ético-Político profissional como orientação social da profissão e como este desconhecimento repercute na sua “prática miúda”;
- A não apropriação da contradição como materialidade para executar a mediação teoria e prática.

Enquanto o fosso entre a prática e a teoria continuar aumentando, a profissão continuará se fragilizando, porque a escuta continuará inútil. A academia permanecerá no seu espaço e a prática continuará no andar de baixo construindo práticas distanciadas dos Fundamentos da profissão.

Esperamos que 2011 possa possibilitar o diálogo reflexivo que movimente a discussão da profissão agregando os Fundamentos a “prática miúda” dos assistentes sociais.
Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Turck

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O TEMPO NÃO PARA: SALVE 2011!!!

Parafraseando Cazuza, que nos indica que inexoravelmente o tempo não para, nos dá a dimensão exata do movimento dialético, onde a contradição que sustenta este movimento nos aponta para um novo tempo em 2011.
Retomando 2010, foi um ano profícuo, de desafios, de conquistas, de recuos, avanços e ampliação de espaços pessoais, afetivos e profissionais.
E o que fica é a impermanência das derrotas e das conquistas. Este movimento é a própria essência da vida e do novo tempo que vem se consolidando.
Em relação ao Serviço Social, é necessário consolidar o caminho, ampliar o horizonte, deixar que a escuta da elite pensante da profissão se aproxime dos assistentes sociais da “prática miúda” para a articulação, construção e ampliação do conhecimento que dê conta da materialização do Projeto Ético-Político profissional.
Se houve um tempo em que foi necessário fechar para conquistar e consolidar espaços e conhecimentos profissionais é chegado outro tempo. O tempo da construção do coletivo profissional onde todos possam contribuir com seu conhecimento e sua experiência. Urge neste 2011, que acaba de chegar, que a academia se aproxime da prática e que a prática se aproprie do conhecimento, para que o serviço Social se consolide como uma profissão, que pela sua orientação social está antenada com este novo tempo.
Feliz 2011 a todos os assistentes sociais que cultivam a esperança e a utopia de um novo mundo que se constrói no cotidiano das pessoas através de sua “prática miúda”.

Assistente Social Maria da Graça Maurer Gomes Turck